Uma pequena retomada dos negócios no mercado internacional. Esta foi a boa notícia de janeiro para o setor da siderurgia no país. Os valores para os contratos ainda estão reduzidos, mas a sinalização destes contratos é positiva, segundo o vice-presidente executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo de Melo Lopes.
- O mercado internacional é importante para alocar a produção, já que é responsável por cerca de 40% do que é fabricado. Em novembro, os negócios internacionais foram totalmente paralisados e várias empresas resolveram antecipar a manutenção e interromper o funcionamento de altos-fornos, aguardando a situação. Em janeiro, o mercado lá de fora já sinalizou com a retomada dos negócios.
Internamente, as distribuidoras ainda estão com estoques elevados e as siderúrgicas precisam esperar para ver o que acontece. Amanhã, o grupo de empresários e de representantes do governo que acompanha a crise vai se reunir com o ministro Guido Mantega. Na semana passada, a reunião do setor siderúrgico foi com o presidente Lula. Nas duas pautas, a preocupação é com o mercado interno e com a possibilidade de crescimento da economia brasileira neste ano.
- Fomos conversar sobre medidas de incentivo à produção interna e ao consumo e de defesa contra importações predatórias. Amanhã, vamos apoiar as medidas dos setores de construção civil, automotivo e de bens de capital. Isto porque se eles sofrem impacto, este impacto pega na nossa veia - disse Marco Polo.
Os três setores representam 77,6% da produção da siderurgia para o mercado interno. Hoje, o IBGE divulgou que, em dezembro do ano passado, a queda na produção do setor automotivo foi de 39,7%. Já o setor de bens de capital produziu 22,2% menos. Isto também afetou a siderurgia.
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O GLOBO – 04.02.2009